|
|
Diário
25/06/2010 15h01
TEIA LITERÁRIA 4 - CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO
O quarto número da Teia Literária tem como tema:
OS NARRADORES DO SÉCULO XXI
Prazo para envio dos textos: até o dia 15 de setembro de 2010.
Notificação dos trabalhos aprovados: até o dia 25 de outubro de 2010
Lançamento: dezembro de 2010
A Teia Literária tem a proposta de promover e incentivar novas pesquisas acadêmicas no âmbito das Literaturas de Língua Portuguesa, tendo, desde o primeiro número, como grande marca o intercâmbio com pesquisadores dos demais países que integram a Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP). É uma publicação de Estudos Culturais que apresenta por meio de diversos campos do conhecimento, como a História, a Filosofia e a Sociologia e as suas relações com a Literatura o enlace cultural entre Brasil, Portugal e África, estreitando, assim, os elos histórico-sociais entre os falantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, conforme orienta as diretrizes delineadas pela CPLP e pela Lei Federal nº 11.645/2008, que tratam da obrigatoriedade do ensino das Histórias e das Culturas Afro-brasileira e Africana.
Será gratificante contar com a sua participação no próximo número da revista com um artigo ou uma resenha. O texto não precisa ser inédito.
Os trabalhos dos pós-graduandos (mestrandos e doutorandos) enviados dentro das normas serão avaliados pela comissão de pareceristas da Revista. Os textos aprovados serão publicados mediante o preenchimento correto do TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO EM OBRA COLETIVA, enviado após a notificação da aprovação do texto para a publicação. O simples envio dos trabalhos não garante as suas publicações. Os textos não serão devolvidos.
RECOMENDAÇÕES PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA TEIA LITERÁRIA
ARTIGOS
- Os textos devem ter, aproximadamente, mínimo de doze (12) e um máximo de vinte (20) páginas.
- Os trabalhos devem ser apresentados com título (CAIXA ALTA, centralizado, fonte Times New Roman, corpo 12), nome do autor (alinhado à direita), nota de rodapé especificando tipo de vínculo e intituição a que pertence, as notas referentes ao texto devem ser no rodapé, resumos em português e inglês (entre 6 e 10 linhas), três palavras-chave em português e inglês e referências bibliográficas.
Os trabalhos devem ter a seguinte formatação:
- Digitação em Word (Microsoft ou Open Office), tamanho A5 (14,8 cm x 21,0 cm), fonte Times New Roman, corpo 10, espaço simples e justificado.
- Apresentar margens de 3,0 cm (esquerda, direita, superior e inferior).
- Indicar o início de parágrafos e alíneas com recuo de 1,0 cm.
- Citações com mais de três linhas deverão ser destacadas no texto, tipo Times New Roman, tamanho 8, espaço simples e com recuo de 1,0 cm.
- Indicar as citações bibliográficas no corpo do texto, entre parênteses, com os seguintes dados: sobrenome do autor, ano da publicação e a página. Exemplo: (COUTO, 2008, p. 30-32).
- Usar itálico para termos estrangeiros e títulos de livros e periódicos.
- Conter, para destaques no texto corrido, sublinhas ou aspas duplas, não devendo ser utilizados, para esta finalidade, o negrito e a caixa alta.
- Não utilizar gráficos ou imagens.
- Realizar a revisão do texto.
RESENHAS
* Textos de publicações editadas nos últimos dois anos.
* Número de páginas: até sete (7).
Apresentação da página de rosto:
- Nome do autor da resenha (alinhado à direita) e nota de rodapé
especificando tipo de vínculo e instituição a que pertence.
- Referências bibliográficas da obra a ser resenhada com recuo de 2,0cm e alinhamento justificado.
Os textos devem ter a seguinte formatação:
- Digitação em Word (Microsoft ou Open Office), tamanho A5 (14,8cm
x 21,0cm), fonte Times New Roman, corpo 10, espaço simples e justificado.
- Apresentar margens de 3,0 cm (esquerda, direita, superior e inferior).
- Indicar o início de parágrafos e alíneas com recuo de 1,0 cm.
- Indicar as citações bibliográficas no corpo do texto, entre parênteses, com os seguintes dados: sobrenome do autor, ano da publicação e a página. Exemplo: (FERREIRA, 1976, p. 50 - 52).
- Usar itálico para termos estrangeiros e títulos de livros e periódicos.
- Conter, para destaques no texto corrido, sublinhas ou aspas duplas, não devendo ser utilizados, para esta finalidade, o negrito e a caixa alta.
Os trabalhos devem ser enviados para o e-mail: xrevistateialiterariax@hotmail.com e três cópias impressas para o endereço: Mem de Sá, 133, Vila Municipal, Jundiaí / SP, CEP: 13201-097, Brasil.
Organização:
Raquel Cristina dos Santos Pereira
Comissão de Pareceristas:
Ana Mafalda Leite - Universidade de Lisboa
Ângela Beatriz Faria - UFRJ
João Cláudio Arendt - UCS
João Vianney Cavalcanti Nuto - UNB
Jorge Vicente Valentim - UFSCar
Raquel Cristina dos Santos Pereira - UFRJ
Aguardo a sua colaboração para o sucesso da quarta Teia Literária.
Atenciosamente,
Raquel Cristina dos Santos Pereira
Editora
Publicado por Raquel Cristina dos Santos Pereira em 25/06/2010 às 15h01
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar o site: www.teialiteraria.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |

23/06/2010 01h12
APRESENTAÇÃO DA TEIA LITERÁRIA NO I FÓRUM DE EDITORAÇÃO NA UNIRIO
Com a palestra: A FRONTEIRA DO SABER: A UNIVERSIDADE E A SOCIEDADE no I Fórum de Editoração, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), no dia 10 de junho de 2010, às 18h30, a editora da Teia Literária, Raquel Cristina dos Santos Pereira, apresentou os três números da revista, destacando a importância da interação entre as classes docente e discente para o avanço e a divulgação da pesquisa acadêmica.
Realização:
UNIRIO - Escola de Biblioteconomia - PET
Informações sobre o que aconteceu no evento estão registradas no site: http://www.petunibib.blogspot.com/ e no álbum de fotografias desse site.
Publicado por Raquel Cristina dos Santos Pereira em 23/06/2010 às 01h12
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar o site: www.teialiteraria.com). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
23/06/2010 00h19
TEIA LITERÁRIA NO XXV ENCONTRO NACIONAL DA ANPOLL - 2010
LANÇAMENTO DA TEIA LITERÁRIA 3 NO ENCONTRO NACIONAL DA ANPOLL
A revista Teia Literária participará do XXV Encontro Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística, na Universidade Federal de Minas Gerais, nos dias 1, 2 e 3 de julho de 2010.
O lançamento do terceiro número da revista acontecerá no dia 2 de julho, às 18h, no Esporte Clube Sírio de Belo Horizonte.
Publicado por Raquel Cristina dos Santos Pereira em 23/06/2010 às 00h19
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar o site: www.teialiteraria.com ). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
20/06/2010 14h32
SARAMAGO ALÉM DA LITERATURA: UM EXEMPLO DE HUMANO
Saramago escreveu sobre a elefanta Susi, do zoológico de Barcelona, que está sofrendo com sua situação de aprisionamento. ONGs cogitaram que ela pudesse morrer de tristeza. (Leia a notícia no jornal El País de 2009).
Abaixo o texto de Saramago, que também pode ser lido no blog do autor:http://caderno.josesaramago.org/2009/02/19/susi/
Susi continua encarcerada no Zoológico de Barcelona, vejam notícias atualizadas no site espanhol "Libera a Susi".
Susi
por José Saramago
Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à
agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.
Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço
reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direcção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?
________________________________
A RACIONALIDADE IRRACIONAL
POR JOSÉ SARAMAGO
Eu digo muitas vezes que o instinto serve melhor os animais do que a razão a nossa espécie. E o instinto serve melhor os animais porque é conservador, defende a vida. Se um animal come outro, come-o porque tem de comer, porque tem de viver; mas quando assistimos a cenas de lutas terríveis entre animais, o leão que persegue a gazela e que a morde e que a mata e que a devora, parece que o nosso coração sensível dirá «que coisa tão cruel». Não: quem se comporta com crueldade é o homem, não é o animal, aquilo não é crueldade; o animal não tortura, é o homem que tortura. Então o que eu critico é o comportamento do ser humano, um ser dotado de razão, razão disciplinadora, organizadora, mantenedora da vida, que deveria sê-lo e que não o é; o que eu critico é a facilidade com que o ser humano se corrompe, com que se torna maligno.
Aquela ideia que temos da esperança nas crianças, nos meninos e nas meninas pequenas, a ideia de que são seres aparentemente maravilhosos, de olhares puros, relativamente a essa ideia eu digo: pois sim, é tudo muito bonito, são de facto muito simpáticos, são adoráveis, mas deixemos que cresçam para sabermos quem realmente são. E quando crescem, sabemos que infelizmente muitas dessas inocentes crianças vão modificar-se. E por culpa de quê? É a sociedade a única responsável? Há questões de ordem hereditária? O que é que se passa dentro da cabeça das pessoas para serem uma coisa e passarem a ser outra?
Uma sociedade que instituiu, como valores a perseguir, esses que nós sabemos, o lucro, o êxito, o triunfo sobre o outro e todas estas coisas, essa sociedade coloca as pessoas numa situação em que acabam por pensar (se é que o dizem e não se limitam a agir) que todos os meios são bons para se alcançar aquilo que se quer.
Falámos muito ao longo destes últimos anos (e felizmente continuamos a falar) dos direitos humanos; simplesmente deixámos de falar de uma coisa muito simples, que são os deveres humanos, que são sempre deveres em relação aos outros, sobretudo. E é essa indiferença em relação ao outro, essa espécie de desprezo do outro, que eu me pergunto se tem algum sentido numa situação ou no quadro de existência de uma espécie que se diz racional. Isso, de facto, não posso entender, é uma das minhas grandes angústias.
José Saramago, in 'Diálogos com José Saramago'
http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200401201455
Tribuna Animal - A serviço dos que não podem falar
www.tribunaanimal.com
Publicado por Raquel Cristina dos Santos Pereira em 20/06/2010 às 14h32
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar o site: www.teialiteraria.com ). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |

18/06/2010 18h50
O SILÊNCIO DA VOZ DE UM NARRADOR EXEMPLAR: JOSÉ SARAMAGO
"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objetivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma".
José Saramago*
Hoje, nesta triste sexta-feira de 18 de junho de 2010, registra-se na página, em branco, da História da literatura o início do silêncio da voz de um dos maiores ficcionistas da literatura universal: José de Sousa Saramago, o vencedor do Prêmio Nobel de literatura em 1998.
Para homenagear o escritor português, autor de dezesseis romances, o Telecine preparou uma programação especial. Ensaio sobre a Cegueira, único filme baseado na obra do escritor, será exibido no Telecine HD hoje, dia 18 de junho, às 23h35, e domingo, dia 20, às 17h40. O filme também vai ao ar amanhã, dia 19, às 22h no Telecine Cult.**
Foto: palavraguda.wordpress.com
*Outros Cadernos de Saramago - Blog.
**Fonte:http://blog.telecine.globo.com/moviebox/2010/06/18/telecine-homenageia-saramago-com-programação-especial/
Publicado por Raquel Cristina dos Santos Pereira em 18/06/2010 às 18h50
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar o site: www.teialiteraria.com ). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
|
|