Uma mão relampeja na casa da escrita.
Faísca Troveja
Procura um claro instante para a aparição.
[...]
e leva vozes aquela mão em cada delicada passagem
[...]
a escrita navega
num estuário de silêncio.
Escrever é uma droga antiga,
uma bebedeira que queima com lentidão
a cabeça,
traz as luzes desde as vísceras,
o sangue a ferver nas vias tubulentas,
traz a natureza estimulante das paisagens
que temos dentro.
Eduardo Costley White